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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Agrotóxicos: Catástrofe Silenciosa, artigo de Julio Cesar Rech Anhaia




 

Publicado em janeiro 12, 2012 por HC

Somos os alvos biológicos vulneráveis aos venenos agrícolas
“a saúde é [...] a atitude de identificar e de realizar suas aspirações, satisfazer as suas necessidades, mudar e adaptar-se ao seu meio. A saúde é então um recurso da vida quotidiana e não um objetivo de vida. A saúde é um conceito positivo que evidencia os recursos sociais e pessoais, bem como sobre as capacidades físicas” (OMS, 1986).
[EcoDebate] Ao completar 22 anos do Decreto Federal Nº 98.816, de 11 de janeiro de 1990, que regulamentou primeiramente a Lei dos Agrotóxicos, o grande avanço certamente é a ampliação da consciência da sociedade em torno dos grandes problemas ambientais que ainda é o uso indiscriminado de venenos agrícolas e, precisa ser traduzida em ações pelo poder público.
Nas últimas décadas, o meio ambiente vem sofrendo profundas modificações decorrentes do processo da modernização agrícola. Esta se deu através de políticas dirigidas principalmente ao desenvolvimento das monoculturas destinadas à exportação. Tais políticas se fazem sobre a orientação e interesse do grande capital nacional e internacional. Como decorrência desta atuação do Estado, amparado ainda por legislação que pouco se preocupou e se preocupa, em proteger a saúde ambiental e das populações envolvidas, o ambiente tem sido encarado como uma fonte inesgotável de recursos, com capacidade ilimitada para suportar os despejos químicos e as modificações antrópicas derivadas do processo agrícola.
A população está exposta à grande quantidade de substâncias químicas potencialmente perigosas à saúde, entre estas, estão os venenos agrícolas, utilizados cotidianamente, inclusive nas áreas urbanas.
A poucos anos atrás, várias patologias como câncer, doenças respiratórias, neurológicas, transtornos de conduta e más formações congênitas, eram consideradas doenças de “causas” desconhecidas. Pesquisas na área de Saúde Ambiental, que estudam os impactos do ambiente na saúde humana, vêm revelando o ambiente como fator importante no processo de determinação dessas patologias.
O termo “defensivo agrícola” tem sido empregado por fabricantes, distribuidores, vendedores, técnicos incentivados pelo setor produtivo industrial, que desejam minimizar o reconhecimento de sua nocividade. Até hoje, o setor industrial investe nesta denominação, busca e influencia a política agrícola para o uso intensivo desses venenos. A denominação de “veneno”, de emprego popular, é o mais adequado. O termo agrotóxico é mais ético, honesto e esclarecedor, tanto para agricultores como para consumidores.
O saber leigo tem demonstrado a percepção que o senso comum tem a respeito dos efeitos na saúde humana e dos animais, já que são vitimas diretas da exposição. O termo “remédio“, também popularizado, é empregado, para denominar os venenos de uso doméstico. Independente da denominação que estes venenos recebam, na realidade, são “biocidas” inespecíficos, cuja ação não se restringe ao âmbito de determinadas espécies de pragas, mas atuam sobre todos os organismos vivos, incluindo aí o ser humano em suas estruturas orgânica e funcional.
Se, sobre hipótese alguma os venenos agrícolas põem em risco a saúde humana, como pode ser admitida a utilização colocando em risco de intoxicações consumidores e/ou trabalhadores expostos?
A exposição direta ocorre quando os venenos agrícolas entram em contato direto com a pele, olhos, boca ou nariz. Os acidentes pela exposição direta ocorrem com os trabalhadores que manuseiam ou aplicam venenos agrícolas. Na NR 31, definem-se ”trabalhadores em exposição direta,” aqueles que manipulam os venenos agrícolas e afins, em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo aplicação, destinação e descontaminação de equipamentos e vestimentas.
A exposição indireta ocorre quando as pessoas, que não aplicam ou manuseiam venenos agrícolas, entram em contato com plantas, alimentos, roupas ou qualquer outro objeto contaminado. Na NR 31, consideram-se “trabalhadores em exposição indireta”, aqueles que não manipulam diretamente os venenos agrícolas, coadjuvantes e produtos afins, mas circulam e desempenham atividades em áreas vizinhas às locais em que são manipulados produtos em qualquer uma das etapas citadas e ainda, os que desempenham atividades em áreas recém tratadas.
A utilização de venenos agrícolas tem se dado de várias formas, dependendo do ambiente onde é executada a aplicação, ocorrendo no ambiente rural, urbano, no interior de habitações e até em veículos de transporte.
A contaminação por venenos agrícolas deve despertar atenção crescente, devido suas consequências para a saúde humana e a degradação do meio ambiente, causadas por seu uso crescente e inadequado.
Os prejuízos causados pelos venenos agrícolas, por seu uso inadequado, extrapolaram o interesse econômico, ganhando dimensão social, pois ao prejudicarem a saúde humana, demandam verbas públicas e privadas, para os atendimentos médicos hospitalares.
O uso dos venenos agrícolas é caso típico de externalidade negativa, onde um ou mais produtores e/ou aplicadores são as fontes, e um ou mais consumidores e/ou cidadãos são os receptores das externalidades.
Aplicadores de venenos agrícolas utilizam pulverizadores costais manual, geralmente a aplicação é feita na maior parte das vezes sem o uso de “Equipamento de Proteção Individual”.
O uso indiscriminado de venenos agrícolas resulta em níveis severos de poluição ambiental e intoxicação humana, pois grande percentagem dos agricultores, aplicadores, desconhece os riscos a que se expõem e, consequentemente, negligenciam normas básicas de saúde e segurança.
Os lobbies dos fabricantes de venenos agrícolas é tal, a ponto de transferirem sua irresponsabilidade, que a responsabilidade pelas intoxicações é do usuário mal preparado e que a sua educação para o uso adequado é a verdadeira solução para reduzir os riscos.
Os índices de consumo de venenos agrícolas, apresentados como desproporcionais em relação aos índices de produção, demonstram a ineficiência dos atuais sistemas de controle dos venenos agrícolas, dentre estes o receituário agronômico.
Além dos perigos aos seres humanos, nos aspectos ocupacionais, alimentares e de saúde pública, sabe-se que a introdução de agrotóxicos no ambiente pode provocar efeitos indesejáveis, tendo como consequência mudanças no funcionamento do ecossistema afetado.
O uso intensivo de venenos agrícolas aplicados irresponsavelmente, combinado com as monoculturas, destrói a biodiversidade e comprometem os recursos naturais para as presentes e futuras gerações.
Enquanto a comercialização dos venenos agrícolas é relativamente regulamentada e controlada por legislação específica, embora precariamente fiscalizada, os venenos domésticos não contam com o rigor da lei, são livremente comercializados em mercados, comércio informal. Os meios de comunicação, propagandas têm dado a estes, a ideia falsa de inócuos, associando-os à proteção da saúde e do ambiente, utilizando-se de ícones de produtos naturais.
Atentem-se ainda, para o fato de que os diferentes biomas não respondem da mesma forma às ações que sobre eles executamos.
O interesse econômico em vender os venenos agrícolas, produzidos pelas multinacionais e não perder a produção, pelos agricultores, prevalece sobre a preocupação com a saúde, inclusive com a saúde dos consumidores de produtos agrícolas.
A culpa é da vitima, que não teve cuidado, por que tem sangue fraco, porque está exposto desde criança, porque deu azar.
Estamos expostos aos venenos agrícolas, por vias ambientais, em nossas casas, escolas, gramados, jardins, assim como pela alimentação e águas contaminadas, e por vias ocupacionais, durante nossa participação nas atividades laborais.
A precariedade da forma com que, em geral, os venenos agrícolas são utilizados, bem como o uso simultâneo de vários deles, geralmente em grandes quantidades, aponta a existência de risco elevado que pode se tornar, num espaço de tempo curto, até mesmo de uma geração, problemas de gravíssimas consequências para a saúde pública e até para o desenvolvimento nacional.
A ignorância sobre o manejo adequado dos venenos agrícolas e as condições de vida do homem torna os trabalhadores do ramo, grupo prioritário para a implementação urgente de programas, com o objetivo de avaliar o impacto destes venenos sobre a saúde do homem e do ambiente nas diversas regiões, em particular naquelas com intensa atividade agrícola.
O desrespeito às normas de segurança, conhecimentos insuficientes sobre os perigos dos venenos agrícolas, a livre comercialização de produtos altamente tóxicos e a grande pressão comercial por parte das empresas produtoras e distribuidoras constituem as principais causas que levam ao agravamento do quadro.
Ainda a denominada “capina química” urbana, os riscos ocupacionais, ambientais e sanitários sobrepõem-se às suas possíveis vantagens, ainda porque a remoção dos resíduos após a capina são mantidos, e para que tenhamos resultados esperados, em termos de benefícios visuais, ambientais e a saúde pública, terão de ser removidos.
É crime a conduta de utilizar venenos agrícolas, causando poluição, que resultem em danos à saúde humana, que provoquem a mortandade de animais, a destruição da flora.
Tem sido falado e proposto a respeito da melhor proteção do trabalhador rural, diretamente exposto à intoxicação por venenos agrícolas. O mesmo não pode ser dito, quanto à proteção das populações de organismos vivos, em geral, e humanas, em especial, indiretamente expostas por meio da contaminação da água, do solo, de alimentos que contenham níveis perigosos de resíduos de venenos agrícolas, estes estão potencialmente sujeitos a efeitos crônicos de exposição continuada a múltiplos agentes.
A utilização maciça de venenos agrícolas, em grande escala, os efeitos tóxicos não se limitam única e exclusivamente aos alvos a que se destinam, mas apresentam risco à saúde humana e animal, ao meio ambiente.
O monitoramento constante do impacto da utilização de venenos agrícolas na saúde humana e no meio ambiente deve ser o objetivo a ser alcançado.
A falta de políticas efetivas de fiscalização no acompanhamento técnico e no controle dos venenos agrícolas no Brasil, e integrado no mercado globalizado, revela que o parâmetro que interessa aos tomadores de decisão é apenas o da produção. A saúde e o ambiente estão longe de uma atenção adequada.
É importante ressaltar que as ações para evitar os danos à saúde do trabalhador, não tenham como enfoque exclusivo o trabalhador, no sentido de capacitá-lo para cada vez mais utilizar venenos agrícolas, mas principalmente oferecer condições para que o produtor tenha disponíveis alternativas para o controle dos organismos que venham diminuir a produção. Assim, poderia ser carreado maior aporte de recursos, não só para a diminuição da toxicidade dos venenos, mas também a busca de alternativas agroecológicas de produção.
São necessários estudos que avaliem os reais benefícios do uso dos venenos agrícolas, confrontando-os com os resultados obtidos nas alternativas agrícolas não tradicionais, como a agroecologia. Podemos tomar como exemplo estudos importantes realizados por países em desenvolvimento, que incorporam as variáveis ambientais e da saúde humana, no cálculo dos custos do uso dos venenos agrícolas. No Brasil, estudos dessa natureza são incipientes, como o programa específico para a racionalização dos venenos agrícolas.
Esperamos que programas, que representem avanços na agenda da pesquisa brasileira, venham a efetivar as medidas necessárias de uso, manejo e de informação dos venenos agrícolas no campo da saúde.
Como dizia José Lutzemberger (1986): Antes de incrementar ainda mais os métodos, já demonstradamente insustentáveis da Revolução Verde, deveríamos iniciar uma orientação do caboclo e do colono, do pequeno e do grande agricultor, no sentido de dar-lhes tradição camponesa, a preservação e restituição dos equilíbrios naturais que são controles gratuitos e precisos, em contraposição aos controles indiscriminados e caros da agroquímica.
Julio Cesar Rech Anhaia – Engº Agrº – CREA 49.249
Alegrete-RS, 11 de janeiro de 2012
DIA DO CONTROLE DA POLUIÇÃO POR AGROTÓXICOS
EcoDebate, 12/01/2012
 
  http://existenciaconsciente.blogspot.com/

domingo, 2 de outubro de 2011

A CAUSA OCULTA DAS DOENÇAS



Por trás de uma doença ou acidentesempre existe um pensamento ou crença negativa.
Todos nós criamos uma realidade em nosso mundo mental, que se materializa em nosso corpo ou realidade concreta. Se você acha que a causa de seus problema está na crise econômica, na frente fria, no trânsito, na violência, no chefe, no marido ou na esposa…
Saiba que você pode estar enganado. 
A principal causa dos nossos maiores problemas e infortúnios
estão dentro de nós mesmos: nos nossos pensamentos e crenças.
Essa é a opinião de Louise Hay, que é uma das maiores pensadoras americanas da Nova Era e autora do livro "VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA" .

Só no Brasil esse livro vendeu mais de um milhão de exemplares e ajudou a modificar a consciência de muita gente.
Pessoas que, conduzidas por padrões mentais negativos, 
deixaram-se levar pelas doenças e sentimentos nocivos.
Louise Hay aponta a crítica, o ressentimento e principalmente a falta de amor próprio como os grandes causadores de enfermidades e toda a sorte de problemas em nossa vida.
Criamos as doenças em nossa cabeça e o corpo funciona apenas como um reflexo dos pensamentos, crenças e sentimentos, ou seja, por trás de uma doença existe sempre uma crença incorreta:
"não sou bom o bastante", "não vou conseguir",
"sou culpado e portanto não mereço ser feliz", 
"nada prá mim dá certo", "todos me perseguem" e por aí vai, a lista é interminável.
Se você não acredita na teoria de Louise Hay, saiba que ela se curou de um câncer fazendo afirmações positivas, tratamentos alternativos e mudando sua forma de encarar a vida.
A seguir você vai ficar conhecendo o significado das principais partes do nosso corpo e identificar os padrões mentais causadores de doenças.
Mas isso não dispensa de forma nenhuma o tratamento médico convencional.
O ideal seria escolher um médico de sua confiança e, paralelamente ao tratamento, fazer uma análise profunda da forma como você vê e se comporta diante da vida.
Ao resgatar sua auto-estima e adotar pensamentos positivos e otimistas, você estará criando condições para que seu organismo reaja de forma mais rápida e favorável ao tratamento.
Além de ajudar na recuperação mais rápida, você estará prevenindo o aparecimento de doenças futuras e construindo uma vida mais alegre e próspera.

CADA DOR TEM UMA HISTÓRIA..
Na lista a seguir você confere o significado de cada enfermidade. Veja se o significado vale para você. Se não, sente-se em silêncio, concentre-se e pergunte a si mesmo:

"Quais seriam os pensamentos que criaram isso em mim?".
Alguns significados até que são fáceis de serem detectados, outros estão em níveis tão profundos de nossa psique que se torna necessária uma ajuda externa.
Uma vez identificadas as crenças incorretas começa mais uma etapa: a superação das carências e medos, fortalecimento do eu e a busca de uma uma nova filosofia de vida, mais positiva, alegre e confiante.

Acidentes :

Incapacidade de defender-se.
Rebelião contra a autoridade. 
Crença na violência. 
Raiva, frustração e rebelião.

Acne ou espinhas:

Você pode estar passando por um processo de baixa-estima.
Procure harmonizar-se mais.
Faça uma limpeza, não somente de pele, mas de pensamentos.
Acredite mais em seu potencial.

Alcoolismo :

Sentimento de futilidade, inadequação, culpa, auto-rejeição.

Alergias: 

Talvez você não confie mais na força que possui. 
Pode estar com dificuldades de lidar com o meio em que vive.
Acredite na vida.
O mundo não está contra você.
Negação do próprio poder.
Está defendendo-se de quê? 
Aparecem naqueles que estão sempre nervosos e irritados
com as atitudes das outras pessoas com quem convivem.
Se você tem alergias procure ser mais calmo e compreensivo com aqueles que o rodeiam.

Anemia
:
Renove o seu interesse pela vida. 
Nestes últimos tempos, talvez você tenha desistido de tudo,
acreditando que não consegue.
Você é uma pessoa que praticamente não tem nenhuma confiança em si mesma(o).
Falta de alegria, não é bom o bastante, hesitante, com medo da vida.

Ansiedade
:
Sua preocupação é um reflexo de sua falta de confiança na vida,
no universo, em Deus.
Reavalie sua postura frente a tudo isto.
Sem confiança no fluxo e no processo da vida.

Aparelho Respiratório:

Pessoas que estão sempre desesperadas, 
sempre correndo e que gostam de fazer tudo ao mesmo tempo.
O resultado disso é que, muitas vezes,
elas não terminam nenhum de seus afazeres, ou não fazem nada direito.

Apendicite
:
Isto revela que está sendo muito severo com os outros ou consigo mesmo.
Aprenda a perdoar.

Arteriosclerose 
:
Resistência, tensão.
Estreiteza mental. 
Recusa em ver o bem.

Articulações 
- Representam as mudanças de direção na vida e a facilidade desses movimentos.

Artrite: 
Sentindo-se sem amor, crítica e ressentimento. 
Perfeccionismo.
Pessoa muito crítica com as outras pessoas que a rodeiam,
sejam elas amigos, familiares, companheiros de trabalho, etc…
Você também é uma pessoa insistente,
talvez levando essa insistência longe demais.
Às vezes é bom deixar de lado, desistir de alguma situação difícil, caso não esteja recebendo o apoio de que necessita.
Persistir em algo muito complicado, sem ajuda de ninguém,
pode lhe trazer sérios problemas com os ossos de seu corpo ou
então uma artrite.

Asma
 -Talvez o excesso de atividades estejam causando medo e tensão.
Você é livre para mudar o curso de sua vida quando quiser.
Complexo de culpa.
Amor sufocante.
Incapacidade de respirar por si, sentindo-se contido.
Choro reprimido.

Ataques:

Pensamentos negativos, quem não é feliz.
Bexiga -
Segurando a dor para si mesmo.
Braços -
Emoções antigas.

Bronquite
:
Aprenda a relaxar mais. Está muito estressado e inquieto.

Bulimia:

Ódio de si mesmo, achando não ser bom o suficiente.

Bursite :

Raiva reprimida, vontade de agredir alguém.

Câncer, Cistos:

Existe em você uma mágoa profunda que está destruindo seu ego.
Cure os antigos ressentimentos e aceite a vida como ela é;
as coisas como elas são.
Perdoe e liberte o seu passado.
Renove seus pensamentos.
Viva no aqui e agora.
Mágoa profunda, ressentimento antigo,
grande segredo ou pesar comendo o eu.
Carregando ódios.

Colesterol 
:
Permita-se amar mais e dê espaço para o outro ser o que é.
Abandone seus pensamentos negativos.
Obstruindo os canais da alegria.
Medo de a aceitar a alegria.

Compulsão Alimentar
:
Aprenda a se aceitar mais.
Pare de se culpar. Seu medo de ser criticado pode destruir você.

Celulite :
Preso a sofrimentos da primeira infância.
Agarrando-se aos trancos e barrancos do passado.
Dificuldade em avançar. Medo de escolher a própria direção.

Cabeça:
O que nós mostramos ao mundo.

Coluna:
Geralmente essas pessoas gostam de fazer tudo sozinhas e depois, acabam sempre reclamando que ninguém dá uma mãozinha.

Coração
 -Pessoas que não vivem do amor e da felicidade.

Dor de Cabeça 
:
Você está com maus hábitos mentais, medo ou ressentimento.
Procure harmonizar seus pensamentos.
Passe a agir com mais coerência naquilo que acredita.

Dedos:

Ego, raiva, medo, preocupação, perda, pretensão.

Dentes
(cáries dentárias ou gengivites): 

Talvez quase ninguém saiba, mas os dentes representam a família.
Se você é esteio de sua família, a pessoa a quem cabe tomar todas as decisões, arcando com todas as responsabilidades e conseqüências, é muito propensa a ter problemas com seus dentes, ou a desenvolver uma gengivite.
Indecisão duradoura.
Incapacidade de analisar idéias e tomar decisões.

Dor:
Culpa, medo de ser punido.

Desvios de Coluna 
Incapacidade de fluir com o apoio da vida. Não se auto-sustenta.

Derrame 
Desistir. Prefere morrer a mudar. Resistência. Rejeita a vida.

Diabetes 
Tristeza profunda. Amargura. Grande necessidade de controlar.

Doenças crônicas 
Recusa em mudar, medo do futuro. Insegurança.

Enfisema 
Você teme a vida e fica ansioso frente a ela. 
Aceite-se mais, cuide mais de você mesmo.

Enxaqueca
Sua dor é sinal de sua resistência a pressões que anda sofrendo.
Procure relaxar e resolver um conflito de cada vez.
Medos sexuais, resistência ao fluxo da vida ou desagrado por ser impelido por alguém.

Estômago
(problemas digestivos)
Dificuldade de assumir novas idéias e novas experiências. 
Se você anda comendo muito , talvez seja a única forma que esteja encontrando para estagnar ou conter seus impulsos de criação.
Ou então, pode ainda significar que esteja totalmente insatisfeito com sua vida sexual.

Fígado:
Pessoa que acumula o sentimento de raiva dentro de si.
Procure liberar sua raiva e não guarde rancor de ninguém.
Quanto mais raiva guardar, pior será para você.

Frigidez:
Medo, culpa sexual.

Garganta: 
Medo de mudanças, dificuldade em falar e frustração.
Quando você tiver algum distúrbio nesta região de seu corpo,
não pense duas vezes antes de liberar toda sua criatividade,
para assim ampliar a proteção de sua aura.
Fale, exponha suas idéias, mesmo correndo o risco de não serem aceitas.
Criatividade sufocada, raiva engolida, incapacidade de expressão

Gastrite:
Este tipo de sintoma quase sempre se manifesta em pessoas 
que guardam para si os problemas, são, maioria das vezes,
pessoas introvertidas e que demonstram uma falsa calma e tranqüilidade.
Incerteza prolongada. Sensação de condenação.

Genitais:
Rejeição sexual.

Gordura localizada
Para o conceito esotérico, este tipo de gordura,
principalmente quando localizada nas coxas, 
significa que, quando era criança, 
você não recebeu aquele carinho tão especial e necessário do colo de sua mãe que com o calor de seu corpo transmitira o amor e a segurança que precisava.
Inconscientemente, esta carência está registrada em seu íntimo,fazendo-o desenvolver algum tipo de gordura localizada.

Gordura- 
Proteção e supersensibilidade

Gripe 
Abalo forte no sistema imunológico causado por choque emocional.
Medo, tristeza ou inquietação. 
Você é influenciável demais.
Aprenda a valorizar o lado bom das coisas.

Gagueira- 
Você fica inseguro com a avaliação dos outros.
Pratique a auto-aceitação.

Herpes
- Aceite mais a própria sexualidade.
Vença os sentimentos de culpa e vergonha pelos próprios genitais.

Hipertensão- 
Problemas emocionais duradouros não resolvidos.

Infarto 
- Espremendo toda a alegria do coração em favor do dinheiro, posição, etc.

Impotência 
Você está muito tenso. 
Aprenda que está no comando de sua própria vida. Confie.
Ultrapasse as pressões sexuais.

Insônia
 - Com medo ou com culpa quem pode relaxar? 
Ame, perdoe a você mesmo, tenha mais fé na vida. 
Medo, não confia no processo da vida, Culpa.

Joelho
- Inflexibilidade, ego, medo de mudanças, há um excesso de humildade.

Labirintite - 
Medo, medo de não estar no controle.

Mãos:
 Pão duro (não gostam de gastar dinheiro).

Menopausa 
(problemas) 
-Medo de não ser mais desejada, não ser boa o bastante.

Menstruação
(problemas) -
Rejeição da feminilidade e dos órgãos sexuais, culpa.

Miopia- 
Viva o aqui e agora. Acredite na vida.
O futuro não precisa ser tão nebuloso quanto você pensa.

Obesidade
 - Sua falta de auto-estima provocou um comodismo excessivo.
Desenvolva mais amor próprio, cure suas inseguranças.

Orelhas - 
Dificuldade de aceitar o que lhe é dito.

Pele:
Pessoas que possuem poder sobre você.

Pernas- 
Medo de enfrentar as coisas novas do dia a dia.

Pés- 
Dificuldade em compreender a si próprio(a).
Suas opiniões quase nunca são escutadas ou
respeitadas pelas pessoas mais próximas.

Pescoço- 
Pessoas muito teimosas e inflexíveis. 
Para estas pessoas,
a aura nesta parte do corpo não vai além de alguns centímetros de proteção.

Prisão de Ventre- 
Você está muito ligado a antigas idéias.
Aprenda a perdoar e a esquecer. 
Recusando-se a soltar velhas idéias. 
Preso no passado.

Problemas na Coluna-
Vença sua dificuldade em criar harmonia com a vida.
Ame, perdoe e abandone o ódio.

Problemas no Estômago- 
Com medo, apreensão e nervosismo,
sua capacidade em "digerir" as coisas da vida fica prejudicada.

Retenção de Líquidos- 
Na alquimia, a água representa intuição.
Se você tem tendência a reter líquidos em seu organismo,
deve ser uma pessoa de intuição muito forte. 
Não tenha medo e libere suas manifestações intuitivas.

Rins - 
É exatamente no chackra supra-renal que as mágoas se acumulam, diminuindo muito a proteção do campo áurico dessa região.
Não é por acaso que, em uma situação de separação, por exemplo, que geralmente traz consigo muita mágoa,
tristeza e dor, os envolvidos acabam desenvolvendo alguma coisa relacionada a este órgão,
como é o caso de um cálculo renal.

Reumatismo - 
Sentindo-se vítima, ressentido, amargura crônica, falta de amor.
Existe muita amargura ou ressentimento em seu coração.
Liberte-se do passado. Relaxe e não culpe a vida.

Sinusite- 
Irritação com alguém bem próximo.

Torcicolo- 
Teimosia inflexível.

Tuberculose- 
Definhando por causa do egoísmo,
pessoa possessiva, com pensamentos cruéis e vontade de vingança.

Tumor -
 Feridas antigas, tormento, não se permite a cura.

T.P.M. 
(Tensão Pré-Menstrual) - 
Você pode estar rejeitando a própria feminilidade ou 
dando muita força para os acontecimentos externos.
Aceite seu corpo como ele é.
Harmonize-se com o ambiente em que vive.

Ùlceras - 
Algo o consome por dentro, medo de não ser bom o bastante. 
Medo de não ser bom o suficiente.
Sua constante ansiedade criou hábitos de medo.
Está deixando algo corroê-lo por dentro. Perdoe. Aceite.

Vagina 
- Machucada emocionalmente pelo parceiro.

Varizes - 
Geralmente são aquelas pessoas que não aceitam as condições que lhes são impostas, querendo que tudo ocorra sempre ao seu jeito. 
Parado numa situação que odeia, sentindo-se sobrecarregado e com excesso de trabalho, desencorajado. 
Está preocupado demais no trabalho.
Sente dificuldade em manter o seu status.
Relaxe mais. Busque o equilíbrio.


SERÁ? EU TENHO ALGUNS PONTOS DESEQUILIBRADOS...
BUSCANDO O EQUILÍBRIO!


fonte de Luz:
http://heloisalesniak.wordpress.com
Por: Lisa Teixeira
http://muraldecristal.blogspot.com
Outubro / 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Antidepressivo Parte 1

depressivos1Antidepressivo é uma substância considerada eficaz na remissão de sintomas característicos da síndrome depressiva, em pelo menos um grupo de pacientes com transtorno depressivo. Algumas substâncias com atividade antidepressiva podem ser eficazes também em transtornos psicóticos. Há três classes principais: triciclicos, SSRIs (inibidores da recaptação de serotonina e/ou noradrenalina) e inibidores da enzima MAO. Bioquímica da depressão - Os transtornos do estado de ânimo parecem estar relacionados a uma redução na transmissão dos impulsos ou dos sinais nervosos nas áreas do cérebro que regulam o humor. As teorias atuais das causas biológicas da depressão têm-se focado numa falha na neurotransmissão. Atualmente de todas as teorías da depressão propostas, as mais aceitas são das anormalidades que envolvem os neurotransmissores monoaminérgicos, especialmente norepinefrina, flucoxantina, dopamina, serotonina (pelo receptor 5HT2, físicas do receptor que são traduzidos em um sinal intracelular).
O cérebro de indivíduos com fase depressiva na doença bipolar (síndrome maníaco-depressivo), depressão crónica ou profunda poderá apresentar pequenas diminuições na utilização dos neurotransmissores monoaminas (noradrenalina e dopamina) e da serotonina (5-HT e 7-HT). Esta teoria das origens bioquímicas da depressão é conhecida como Teoria das Monoaminas e foi desenvolvida pelo Professor Mariok Usamunu da Universidade do Texas, nos Estados Unidos da América. No entanto na depressão unipolar mesmo profunda, na maioria das vezes não há alterações e na depressão unipolar moderada estas diminuições quando existem não são significativas. Contudo os todos os fármacos eficazes no tratamento da depressão aumentam os níveis de alguns desses neurotransmissores. É sabido que a dopamina é importante nas vias da satisfação, e a adrenalina e serotonina produzem efeitos de satisfação.
Em 2006, uma equipe internacional de investigadores internacionais descobriu uma substância endógena que poderia estar diretamente relacionada ao evento da depressão. Níveis reduzidos de p11, a proteína que modula a atividade das células cerebrais à serotonina, foram encontrados em pessoas deprimidas e em ratos de laboratório com depressões artificialmente induzidas. Esta descoberta, publicada na revista Science , constitui um avanço importante no tratamento da depressão e também alterações do sono, dentre outras aplicabilidades.
Classificamos a depressão como um transtorno do estado de ânimo, se dividindo em:
1. Transtornos Depressivos Maiores.
2. Transtornos Distímicos
3. Transtornos Depressivos não especificos
4. Transtornos Bipolares
A depressão pode ser classificada também como primária ou secundária: na primária não existem alterações patológicas comprovadas, enquanto na secundaria, é possível manifestar outras enfermidades cuja existência determina a aparição da depressão, podendo ser acompanhadas por alterações físicas ou relacionadas com outros transtornos psiquiátricos.
Os sintomas mais comuns nas pessoas que sofrem de depressão, podem ser agrupados da seguinte forma: sintomas emocionais (falta ânimo, ansiedade, perda de interesse ou prazer, sentimentos de culpa, ideias suícidas e transtornos cognitivos)e síntomas físicos (agitação, mudanças de peso, dores musculares, perda de energía, alterações do sono).

Como os Antidepressivos atuam

Em humanos, a 5-HT (serotonina) existe em três compartimentos principais: 1) neurônios, 2) células enterocromafins do trato gastrointestinal (nestes dois locais é sintetizada a partir do triptofano proveniente da dieta), 3) plaquetas, que não têm a capacidade de sintetizá-la, captando do plasma a 5-HT proveniente do intestino.
Os antidepressivos actuam diretamente no cérebro, modificando e corrigindo a transmissão neuro-química em áreas do sistema nervoso que regulam o estado do humor (o nível da vitalidade, energia, interesse, emoções e a variação entre alegria e tristeza), quando o humor está afectado negativamente num grau significativo.
Qual o tempo de tratamento?
De modo geral o tratamento é dividido nas seguintes fases: aguda, continuação (até 6 meses) e preventiva (após 6 meses). A pergunta mais apropriada seria: por quanto tempo deve-se prescrever a medicação?
A Associação Psiquiátrica Americana sugere que devam ser prescritos por, ao menos, 4 a 5 meses com doses completas após a melhora ou remissão total dos sintomas, sempre acompanhado de psicoterapia.

Farmacologia
Há três classes de fármacos usados na depressão: inibidores dos transportadores das monoaminas (triciclicos), inibidores selectivos do transportador da serotonina (SSRIs) e inibidores da enzima MAO.
Estes fármacos funcionam aumentando as concentrações de dopamina, noradrenalina e serotonina entre os neurónios (sinapses). Deste modo aumenta a excitação nas vias cerebrais cujos neurónios utilizam estes neurotransmissores, que são aquelas relacionadas com o bem-estar emocional.
Apesar de já se saber algo sobre a etiologia da depressão, os conhecimentos ainda são rudimentares, e a eficácia dos fármacos foi estabelecida por estudos empíricos (tentativas) e não tanto por conhecimento profundo das causas.
Recentemente, alguns estudos indicaram que os antidepressores possivelmente modificam as ligações dos neurónios. Esse facto poderá sugerir que eles resolvem permanentemente alguns problemas de desequilibrios bioquímicos. No entanto, mais estudos são necessários para esclarecer esta questão.

Clínica

Os tricíclicos são os mais eficazes no tratamento da depressão profunda; os SSRI são mais seguros mas só são eficazes em depressão moderada, enquanto os inibidores da monoamina oxidase MAO têm longa duração de acção.
Os fármacos são ineficazes em cerca de 30% dos casos de depressão. Nos estudos clínicos, uma grande percentagem melhora apenas com incentivo do médico e placebo (comprimido de açúcar sem acção farmacológica) administrado como se fosse antidepressor, o que prova que força de vontade, atenção e fé na cura são tão ou mais importantes que os fármacos no tratamento dos deprimidos.
Os antidepressores criam dependência moderada. Não são usados enquanto drogas de abuso porque não geram sentimentos de euforia e prazer. Animais de laboratório que recebem doses se carregarem num botão à sua disposição permanente geralmente não mostram interesse em o fazer, ao contrário de drogas recreativas, que consomem compulsivamente até à morte.

Depressão: necessidade de tratamento com medicamentos

Hoje em dia os antidepressores antitricíclicos têm talvez sido receitados abusivamente. Eles reduzem eficazmente os sintomas de depressão, mas os seus efeitos a longo prazo não são totalmente conhecidos. Não será talvez justificável o seu uso em casos de depressão leve ou moderada causada por eventos estressantes vividos. Na verdade em toda a história o homem teve de lidar com eventos díficeis na sua vida, e a depressão é muitas vezes um mecanismo normal e saúdavel que permite a modificação de comportamentos e estruturas mentais quando a realidade não corresponde às expectativas. Por exemplo, na mulher, é universal e normal a leve depressão pós-parto e na menopausa. Alguém que tem uma visão da vida, ambição ou comportamento que não são adequados à sua situação e possibilidades, poderá vir a sofrer de depressão moderada. Pode ser forçado a um estado de confusão e insegurança, precisamente porque tem de modificar as suas estruturas de pensamento e seu modo de vida. Um animal a que é ensinado determinado comportamento e depois é colocado num ambiente que castiga esse mesmo comportamento sofrendo dores ou adversidade quando o pratica, acaba por manifestar sintomas de depressão (retração, menor movimentação, mais medo) quando é obrigado a modificar o comportamento. Mas a mudança de comportamento é vital no seu novo ambiente, já que o protege contra essa real dor ou adversidade.
Um problema para o psiquiatra é saber distinguir estados de depressão normal fisiológica que apenas necessitam de demonstrações de apoio, de forma a incentivar o paciente a resolver os seus problemas, de distúrbios mais graves possivelmente originados por desequilíbrios bioquímicos.

Outras Terapias

Existem evidências clinicas de bons resultados do emprego de algumas classes de antidepressivos (paroxetina, por exemplo), no tratamento da ejaculação precoce, ou até casos de incontinência urinária. O uso de antidepressores clínicos em princípio deveria ser limitado aos casos de depressão prolongada, risco de suicídio ou outro comportamento violento, ou em casos de depressão profunda em que o paciente é incapaz de viver a sua vida de forma razoavelmente normal. Em casos muito graves ou em fases depressivas na doença bipolar, a terapia de choques eléctricos (terapia electroconvulsiva), com uso de eléctrodos e anestésicos para eliminar a dor, é ainda mais eficaz. No tratamento da depressão leve ou moderada, outras técnicas menos invasivas têm eficácia, nomeadamente a psicoterapia, e são preferíveis aos fármacos (no entanto são muito mais dispendiosas).

A serotonina é uma indolamina originada da hidroxilação com posterior descarboxilação do aminoácio L-triptofano (substrato para formação da serotonina, cuja absorção depende do carreador tirosina) e, ao metabolizarmos a 5HT (serotonina) através de uma reação de acetilação, havendo como co-fatores a vitamina b6, o ácido ascórbico e tetrahidroproteínas fólico dependentes, produzimos o ácido 5OH-indol-acético (A5AHIA), seu metabólito a ser escretado na urina.

O triptofano, substância originadora da serotonina, pode ser utilizado na produção de melatonina através da N-metilação do 5OH-triptofano na glândula pineal. Esta substacia é importante por estabelecer o ciclo circadiano. Verificou-se também que as concentrações séricas máximas de triptofano são obtidas das 16 às 23 horas.
Serotonina e sua importância

A serotonina oferta um efeito modulador na conduta do ser humano, influenciando em várias funções cerebrais, atuando por inibição direta ou indireta por ação do GABA. Assim é que pode regular o sono, timia, atividade sexual, ritmo circadiano, funções cognitivas, modular dor, funções neuro endocrinas, temperatura corporal e atividade motora.
Serotonina e fome

A serotonina é o principal mediador inibitório do núcleo hipotalâmico ventro-medial, responsável pela ingesta de hidratos de carbono e saciedade - "centro da fome". Verifica-se que a hiperserotoninergia induz à anorexia e a queda nos níveis de serotonina induz ao ganho de peso. A anorexia na depressão: observou-se que agonistas de ação direta no receptor 5HT-1A produzem aumento no apetite, diminuindo a liberação de serotonina.
Serotonina e atividade sexual
A serotonina inibe a liberação de gonadotrofinas pelo hipotálamo, podendo reduzir (modulando negativamente) a atividade sexual. Alguns pacientes queixam-se de anorgasmia e hipotálofagia. Actualmente novas pesquisas estão sendo feitas para minorar estes efeitos negativos. Serotonina e a termo-regulação corporal
A 5HT favorece a hipotermia quando se adequa ao receptor 5HT-1 e, hipertermia quando se acopla ao receptor 5HT-2.

Serotonina e ação vasodilatadora

A serotonina está presente na musculatura lisa cardiovascular e também nas plaquetas (carreadoras da serotonina). sendo que nas plaquetas encontramos um receptor conhecido como 5HT-2.
A serotonina estimula a liberação de óxido nítrico no endotélio, produzindo relaxamento vascular deste e com isso promove a vasodilatação do tecido cardíaco (in vitro). Nas artérias coronárias o receptor 5HT-1D é o principal receptor responsável por esta atividade no endotélio vascular, no entanto, por ação direta da serotonina pode-se obter a vasoconstrição por agonismo nos receptores 5HT-2B presentes nas artérias coronárias. Os receptores 5HT-2 são mais ativos em tecidos injuriados e possuem maior afinidade por antagonistas que por agonistas, facilitando vasoconstrição e agregação plaquetária - cuidado para com pacientes cardíacos). Os ISRS são capazes de reduzis a pressão arterial por hipossensibilizar, à longo prazo, os receptores 5HT-2 como também os beta adrenérgicos. A ketanserina é um agente bloqueador alfa-1 adrenérgico e antagonista 5HT-2B, tem atividade hipotensora e anti-agregante plaquetária atuando somente em tecidos danificados. A serotonina pode originar vasodilatação de artérias coronárias por agonismo 5HT-2B - disto depende de qual tecido o receptor desencadeará qual efeito.
A agregação e a adesividade plaquetárias na artéria normal são inibidas pela liberação basal de EDRF/NO. Entretanto se houver condições para a ocorrência da agregação e adesividade plaquetárias, fatores liberados pelas plaquetas como o ADP e a Serotonina (5-HT) atuam em receptores endoteliais para estimular a liberação de EDRF/NO. O EDRF/NO não só relaxa a musculatura lisa vascular (vasodilatação) mas também inibe a adesividade e agregação plaquetária.Relaxamento e vasodilatação podem aumentar o fluxo sangüíneo e colaborar para o bloqueio do processo trombótico.

Analgesia

A serotonina é um importante neuromodulador nociceptivo. O receptor 5HT-1A é um facilitador do reflexo nociceptivo, sendo modulado pelos receptores 5HT-1B/D. O receptor 5HT-3 também produz analgesia por estimulação do GABA. Os antidepressivos tricíclicos Reduzem dor por aumentar concentração de 5 HT e/ou NE através do bloqueio da recaptação. Existe também o efeito antagonista da neurotransmissação colinérgica e histaminérgica, atividade antagonista da ação NMDA e bloqueiam atividade canais iônicos. Os antidepressivos tricíclicos também pode interagir com receptores opióides endógenos, sendo esta uma possível explicação pela atividade analgésica dos tricíclicos (ou um dos fatores que contribui para sua ação analgésica, ao inibir vias descendentes da dor).
Tratamento paliativo da migrânea (enxaqueca) e agonistas do receptor da serotonina
A serotonina (5-HT) tem sido implicada na fisiopatologia da enxaqueca. Em 1961, verificou-se que na urina de pacientes enxaquecosos era encontradoa maior quantidade de ácido 5-hidroxi-indolacético (5-HIAA), um metabólito da serotonina. Foi observado que a injeção intramuscular de reserpina, uma substância que provoca a liberação de 5-HT em diferentes regiões, inclusive no sistema nervoso central (SNC), produz sintomas parecidos com enxaqueca em um determinado número de pacientes.
Por outro lado, ataques espontâneos de enxaqueca eram aliviados pela injeção intramuscular de 5-HT. Estas observações, e o conhecido efeito antimigranoso de drogas com efeitos de alguma maneira ligados à 5-HT, sugerem que esta substância tem seu papel na gênese da doença.
Existem muitos receptores para 5-HT, classificados em grupos numerados de 1 a 7. Os receptores da família 1, subdivididos em 5 subtipos (A, B, D, E e F), são os que mais interessam no que se refere ao bloqueio agudo da crise enxaquecosa. O sumatriptan comporta-se como um agonista subreceptores 5-HT1, 1D e 1B (5-HT1B/D), cuja ativação leva à vasoconstricção, e pelo receptor F.
A ativação do receptor 5-HT1B provoca vasoconstricção, e esta tem sido uma das explicações para o mecanismo de ação do sumatritran e outros medicamentos a ele relacionados. Com base nesta atividade alguns autores creem que na teoria vascular da enxaqueca e o seu alto grau de eficiência no tratamento da enxaqueca reforça o argumento de que a dilatação de vasos cranianos é a causa da cefaléia vascular”.
Existem receptores 5-HT1D pré-juncionalmente, nas fibras trigeminais, cuja ativação resulta no bloqueio da inflamação neurogênica. Isto abre a interessante possibilidade do sumatriptan atuar na crise enxaquecosa por vias não relacionadas à vasoconstricção. Um medicamento com afinidade predominante para o receptor 5-HT1D teoricamente pode ter algum efeito anti-enxaquecoso sem ser vasoconstrictor.

Efeitos adversos
Disfunção sexual
Dependência e síndrome de privação
Mania: ilusões de grandiosidade e optimismo irrealista

O período mais perigoso para o suícidio é logo após o inicio da terapia, porque o farmaco só manifesta os seus efeitos completos após algumas semanas. Desespero devido à continuação dos sintomas, por falta de informação, pode levar ao suícidio.
Com o uso dos ISRS é de se esperar uma maior concentração de serotonina na fenda sináptica e uma menor concentração disponível às plaquetas que armazenam-na. Como a serotonina é importante no fenomeno da coagulação, é de se esperar um aumento no tempo de sangramento do paciente. 

Sensação de "boca seca" devida a redução do fluxo salivar, aumento na secreção de prolactina, perda de apetite assim como constipação intestinal são comuns com fluoxetina.

Síndrome serotoninérgica é causada por excesso de serotonina na fenda sináptica, levando a um quadro complexo de sinais e sintomas. Ocorre, por exemplo, quando da associação entre ISRS e inibidores da MAO.

Classes de antidepressores
Os antidepressivos podem ser classificados em grupos segundo seu mecanismo de ação. Veja a classificação à seguir:

Principais grupos de antidepressivos
Inibidores da monoaminoxidase:
Não seletivos e Irreversíveis:
tranilcipromina
isocarboxazida
iproniazida
fenelzina
Seletivos e Irreversíveis:

clorgilina (inibidor da monoaminooxidase-A)
Seletivos e Reversíveis:
moclobemida
toloxatona
brofaromina
befloxatona
Inibidores não seletivos de recaptura de monoaminas (Serotonina/Noradernalina) ou também conhecidos como antidepressivos tricíclicos):
amitriptilina
nortriptilina
clomipramina
imipramina
desipramina
doxepina
maprotilina
Inibidores seletivos de recaptura de Serotonina/Noradrenalina:
duloxetina
venlafaxina
Inibidores seletivos da recaptura de serotonina:
fluoxetina (metabólito ativo é a norfluoxetina)
paroxetina
sertralina
citalopram
fluvoxamina
Inibidores de recaptura de serotonina e antagonistas alfa-2:

nefazodona
trazodona
Estimulantes da recaptura de serotonina:
tianeptina
Antagonistas dos adrenoreceptores alfa-2:
mirtazapina
mianserina
Inibidores seletivos de recaptura de dopamina:
minaprina
bupropiona
amineptina
Inibidores seletivos de recaptura de noradrenalina:
viloxazina
reboxetina

Alguns medicamentos antidepressivos

Nome Comercial         Nome da Substância
Survector (fora do mercado desde 2004)      Amineptina
Tryptanol, Amitryl        Amitriptilina
Zyban, Wellbutrin, Zetron       Bupropiona
Cipramil, Procimax, Denil       Citalopram
Anafranil         Clomipramina
Donaren         Cloridrato de Trazodona
Cymbalta         Duloxetina
Lexapro         Escitalopram
Prozac, Verotina, Eufor, Deprax, Psiquial, Fluxene, Daforin, Nortec  Fluoxetina
Luvox          Fluvoxamina
Tofranil         Imipramina
Ludiomil         Maprotilina
Tolvon          Mianserina
Ixel          Milnaciprano
Remeron         Mirtazapina
Aurorix         Moclobemida
Serzone         Nefazodone
Pamelor         Nortriptilina
Aropax, Benepax, Pondera, Cebrilin      Paroxetina
Prolift         Reboxetina
Zoloft, Tolrest, Sercerin, Novativ      Sertralina
Equilid         Sulpiride
Stablon         Tianeptina
Parnate         Tranilcipromina
Efexor, Venlift        Venlafaxina


Por que antidepressivos normalmente não funcionam?

Pesquisas mostraram que os medicamentos antidepressivos não funcionam para aproximadamente metade das pessoas que os usam. Recentemente, um estudo com ratos tentou explicar o porquê dos remédios mais comuns (como o Prozac e o Zoloft) não tem o efeito desejado.
Esses remédios antidepressivos aumentam o nível de serotonina no organismo. A serotonina é um neurotransmissor, ou seja, uma substância que transmite mensagens químicas para o cérebro. Os pesquisadores constataram que ratos geneticamente modificado e que apresentavam maiores níveis de um tipo de receptor de serotonina respondiam menos aos antidepressivos.
Uma maior quantidade de receptores acaba umedecendo os neurônios produtores de serotonina e freando o sistema, fazendo com que os remédios não funcionem.

Para que essas conclusões fossem alcançadas, a equipe de pesquisadores manipulou ratos geneticamente, para que alguns tivessem mais receptores de serotonina e outros menos. Então os cientistas perceberam que, expostos a medicamentos antidepressivos, os ratos com menos receptores se tornavam mais corajosos na busca de comida do que aqueles com mais receptores. Ou seja, o antidepressivo fazia mais efeito para aqueles com menos receptores.

Os resultados podem ajudar os médicos a identificar medicamentos que não funcionem com determinado paciente e também pode auxiliar as empresas fabricantes de remédio a buscarem incorporar novas substâncias em suas fórmulas, para que os antidepressivos funcionem para todas as pessoas.

O mito da cura química

Acredita-se amplamente que tomar uma pílula para tratar depressão funciona ao reverter um desequilíbrio químico. Mas a Dra. Joanna Moncrieff, do departamento de ciências da saúde mental da Universidade College London, afirma que na verdade as pílulas põem os pacientes em “estados induzidos por medicamentos”.
Se você já se consultou sobre problemas emocionais em algum momento nos últimos 20 anos, você deve ter sido informado que possui um desequilíbrio químico e que precisava de remédios para corrigi-lo.
E não são apenas os médicos que pensam assim.

Revistas, jornais, organizações de pacientes e sites na internet publicaram a idéia que condições como a depressão, ansiedade, esquizofrenia e distúrbios bipolares podem ser tratados por drogas que ajudam a retificar um problema oculto do cérebro.
Pessoas com esquizofrenia e outras condições são frequentemente informadas de que precisam tomar medicação psiquiátrica pelo resto de suas vidas para estabilizar a química cerebral, assim como diabéticos precisam de insulina.
O problema que existe pouca justificação para essa visão das drogas psiquiátricas.

Tais drogas afetam as pessoas com problemas emocionais como o álcool ou a maconha o faz. São remédios psicoativos, que colocam pacientes em estados alterados da mente e do corpo. E afetam qualquer um, independentemente de existir um distúrbio mental ou não.
Para entender como isso afeta as pessoas, é preciso analisar primeiro os efeitos produzidos.
A Dra. Joanna Moncrieff acredita que tais remédios funcionam pois produzem estados induzidos que suprimem ou mascaram problemas emocionais. “Isso não quer dizer que remédios psiquiátricos não podem ser úteis, às vezes, mas que as pessoas precisam ter consciência do que fazem e dos efeitos que produzem.” Para a doutora, se os pacientes fossem bem informados, o tratamento com medicação talvez não parecesse sempre tão atraente.
Para tomar uma decisão em relação ao uso de tais medicamentos, médios e pacientes precisam de muito mais informações sobre a natureza dos remédios psiquiátricos e os efeitos que produzem.

Erva de São João cura depressão?

Um remédio herbáceo feito de Erva de São João trata com eficácia sintomas da depressão clínica, concluiu uma análise de estudos anteriores.
O extrato de Erva de São João funciona melhor do que placebos e tão bem quanto antidepressivos comuns, mas com menos efeitos colaterais, reportaram os pesquisadores na revista científica Cochrane.
Os estudos revisados são de uma variedade de países e os pacientes testados apresentavam sintomas de depressão leves a moderados.
A erva trabalha de maneira similar a outros antidepressivos de companhias farmacêuticas que aumentam os níveis de serotonina no cérebro, um hormônio ligado ao humor.
Foram analisados 29 estudos com quase 5,5 mil voluntários. Foi observado também que, além de eficaz, menos pessoas largavam os estudos por causa de efeitos colaterais adversos.
Os pesquisadores também afirmaram que, apesar da eficácia verificada, os resultados apenas se referem às preparações que foram testadas e não àqueles que estão no mercado, pois estes variam muito de composição.
Curar depressão é um processo e não depende apenas de um simples remédio. A Erva de São João não cura depressão, mas seus extratos podem tratar os sintomas.
Depressão é a causa principal de suicídios e afeta 121 milhões de pessoas pelo mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Os tratamentos padrão incluem o Prozac, entre outros. Mas o medicamento não possui mais patente e é encontrado com o nome genérico de fluoxetina

Como funcionam os antidepressivos

Os antidepressivos são a primeira linha no tratamento contra a depressão. As vendas anuais de antidepressivos são de aproximadamente 50 bilhões de dólares, tornando essa classe de medic­amentos uma das mais prescritas atualmente. Muitas empresas farmacêuticas se dedicam ao marketing de antidepressivos direto ao consumidor por meio da televisão e de meios impressos. Assim, os pacientes têm uma grande influência nos padrões de prescrição de profissionais da saúde quando se trata de desse tipo de medicamento. Os antidepressivos são prescritos com freqüência, mas, afinal, o que são exatamente antidepressivos? Como eles funcionam? São eficazes?

A depressão ou transtorno depressivo maior (em inglês) - TDM, também chamado de depressão unipolar ou depressão clínica - ocorre em cerca de 15 milhões de americanos por ano. Pode ocorrer em qualquer idade (incluindo crianças menores de 5 anos), mas afeta com mais freqüência pessoas entre 25 a 44 anos. O TDM atinge aproximadamente 20% das mulheres e 10% dos homens [fonte: HealthyPlace.com (em inglês)]. O TDM leva à perda de produtividade no trabalho e na escola. E o mais importante, é a principal causa de suicídio (em inglês).
O TDM, diferente dos curtos períodos de "melancolia", é uma mudança persistente de humor que pode interferir na família, nos relacionamentos e na auto-estima. Episódios recorrentes podem durar dias, meses ou anos. O TDM possui sintomas físicos e mentais, que incluem:

•humor depressivo (tristeza)
•perda de interesse ou prazer
•interrupção do sono
•cansaço
•sentimentos de inutilidade, desânimo, desesperança e desamparo
•mudanças de apetite, perda ou ganho de peso
•perda do interesse sexual
•incapacidade de pensar, concentrar-se ou tomar decisões
Para se ter um diagnóstico clínico do TDM, esses sintomas devem ocorrer com freqüência por um período mínimo de duas semanas.
Esses sintomas também podem ser resultado de outras doenças como hipertensão (em inglês), diabetes (em inglês), doença cardíaca (em inglês) e epilepsia (em inglês). Então, é possível que o episódio depressivo seja um sintoma secundário de outra doença. Como não existe teste laboratorial para a depressão, os médicos podem realizar vários testes para descartar essas outras possíveis doenças. Se todas elas forem excluídas, permanece o TDM

Causas da depressão

Afinal, o que causa o TDM? A causa exata é desconhecida, mas uma pesquisa feita deu ênfase ao equilíbrio de certas substâncias químicas chamadas neurotransmissores, especialmente a serotonina, a norepinefrina (também chamada de noradrenalina) e a dopamina. Esses neurotransmissores, particularmente a serotonina, são predominantes nas áreas do cérebro (sistema límbico, tronco cerebral) que controlam o humor e as emoções

A pesquisa indica que os pacientes com TDM não possuem serotonina nem norepinefrina suficiente nessas áreas do cérebro ou têm um desequilíbrio entre os dois tipos de neurotransmissores. Os antidepressivos foram desenvolvidos para aumentar os níveis desses neurotransmissores no sistema límbico. Assim, para compreender como funcionam os antidepressivos, devemos observar o processo da neurotransmissão.
O cérebro e o sistema nervoso são feitos de células nervosas, ou neurônios. Assim como os fios no sistema elétrico de sua casa, as células nervosas se conectam em circuitos chamados vias neurais. Ao contrário dos fios na sua casa, as células nervosas não se tocam, mas ficam próximas em sinapses. Na sinapse, as duas células nervosas são separadas por um vão minúsculo, ou fenda sináptica. O neurônio que envia é chamado de célula pré-sináptica, enquanto o que recebe é chamado de célula pós-sináptica. As células nervosas enviam mensagens químicas chamadas de neurotransmissores em uma única direção pela sinapse, da célula pré-sináptica à célula pós-sináptica.

Escolha do anti-depressivo

A escolha de um fármaco de eficácia similar a outro depende às vezes do momento da decisão, do conhecimento que tem o médico dos fármacos, e inclusive de modas. Contudo, ao ler-se a literatura publicada, é possível encontrar duas normas de sentido comum que se não devem esquecer:
• Investigar os antecedentes pessoais de resposta aos fármacos. Em geral, poderá dizer-se que se um paciente respondeu bem a determinado fármaco em ocasiões anteriores, a norma é que responda igualmente em semelhante situação posterior.
• Ter em conta o estado físico prévio do paciente. Os anti-depressivos não estão isentos de produzir efeitos adversos, com os quais se poderiam agravar afecções prévias do paciente. O conhecimento dos efeitos secundários de cada tipo de anti-depressivo elucidará a escolha.
Por outro lado, relacionaram-se grupos de sintomas com uma provável melhor resposta a certos anti-depressivos.

• Sintomas sugerindo uma boa resposta aos anti-depressivos tricíclicos.

- Despertar de madrugada ou despertar precoce
- Anorexia com perda de peso
- Pioras matinais
- Inibição motora
- Personalidade prévia normal
- Incapacidade de irradiação e de sintonização afectiva.
• Sintomas sugerindo uma boa resposta aos IMAOS.
- Hipersónia (excesso de sono)
- Bulimia (excesso de apetite)
- Sintomas de ansiedade associados
- Pioras vespertinas
- Personalidade prévia ansiosa.

Ante uma depressão típica e severa há que escolher, em princípio, a imipramina, a clomipramina ou a amitriptilina. Todavia, também os novos anti-depressivos - especialmente a fluoxetina e a fluvoxamina - demonstraram ser eficazes. Pelo contrário, ante uma depressão atípica há que escolher os, IMAOS. Em particular a fenelzina, que é a substância mais experimentada e que tem menos efeitos adversos.

A frasqueira de Pandora: a verdadeira verdade sobre os antidepressivos

Dr. Alessandro Loiola - Ao abrir sua caixa, a mítica Pandora libertou as doenças no mundo. Felizmente, entre os vários males que escaparam, os deuses haviam colocado um consolo, a Esperança. E a Esperança nos fez acreditar que para todo mal existe uma cura: se Pandora tinha as doenças guardadas em uma caixa, ela certamente possuía uma frasqueira para guardar utensílios, cosméticos, duas aspirinas, uma caixa de antibióticos, a cura do câncer, etc
Nas últimas décadas, as doenças mentais que escaparam da Caixa de Pandora vêm ganhando destaque, a ponto da maioria dos médicos concordar que o século XXI será o século dos transtornos da mente. Estamos relativamente bem aparelhados para lidar com a maioria das infecções, temos recursos paliativos para boa parte dos tumores malignos, mas a mente... ah, a mente... essa ainda dá um baile na gente. Não é de surpreender que a indústria dos antidepressivos movimente várias centenas de milhões de dólares por ano. Estamos vasculhando a frasqueira de Pandora em busca daquela única pílula capaz de sumir com todos os problemas e pintar o mundo novamente de azul e cor de rosa.

Foi neste contexto que, no final da década de 1980, os cientistas acharam ter descoberto algo. Há muito se sabia que a Serotonina, uma substância utilizada para transmitir informações entre os neurônios, estava envolvida com a sensação de bem estar e a percepção de "felicidade". Quanto mais serotonina no seu cérebro, mais você ri à toa. Quanto menos serotonina, mais segundas-feiras você encontra na sua semana. Em 1987, o lançamento da Fluoxetina inaugurou a era dos Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina - ou ISRS -, antidepressivos que agem diretamente sobre os níveis cerebrais de Serotonina. Não demorou muito para que a Fluoxetina fosse elevada à categoria de panacéia para toda sorte de tristeza e angústias - e virasse uma máquina de fazer dinheiro.

Entretanto, como qualquer bom casamento é capaz de provar, bastaram alguns anos de lua-de-mel para que os problemas começassem a surgir. Em junho de 2001, um júri nos EUA determinou que um certo antidepressivo da família dos ISRS foi o causador de uma crise psicótica em um homem. Durante o surto, o homem assassinou sua mulher, a filha e a neta, cometendo suicídio logo em seguida. A família processou o laboratório e ganhou a causa e uma indenização de 8 milhões de dólares. Outros casos se seguiram, e a cada dia mais e mais pessoas vêm acionando judicialmente médicos e companhias farmacêuticas por motivos similares: antidepressivos que matam.

Do meu ponto de vista, o problema teve início justamente com a propaganda em torno da expectativa de "felicidade-a-uma-pílula-de-distância". Isto fez com que os ISRS fossem recomendados para tudo quanto é tipo de queixa. Ah, você não dorme? Tome um antidepressivo. O quê, você dorme demais? Tome mais antidepressivo. Você não dorme nem fica acordado, muito pelo contrário? Tudo bem, tome montes de antidepressivos! Mas ei, os antidepressivos ISRS devem ser empregados dentro de critérios específicos de indicação. E principalmente: se utilizados em excesso, podem provocar acúmulos tóxicos de Serotonina no cérebro. 
Quando os níveis de Serotonina superam o tolerável, seu sistema nervoso começa a apresentar sintomas de envenenamento, incluindo tics nervosos, insônia, vertigens, alucinações, náuseas, disfunção sexual, sensações de "choques" pelo corpo, pensamentos e comportamentos auto-mutilantes, suicidas ou homicidas. Infelizmente, a maioria dos médicos e pacientes esquece de prestar atenção para este risco e não se mantém alerta para os sinais de que algo não vai bem - e que este algo pode ser um efeito colateral potencialmente grave do antidepressivo.

Você deve ter consciência de que não somos robôs. Ninguém é. Um pouco de angústia, tristeza e desânimo fazem parte da vida de cada um - lembre-se de agradecer à Pandora, certo? Se os sintomas depressivos que você apresenta sugerem baixos níveis cerebrais de Serotonina, existem vários recursos naturais e dietéticos que você pode empregar para tentar levantar seu humor ANTES de partir para o uso de drogas mais fortes. Além disso, lá no fundo, dependerá de VOCÊ - não de seu médico e certamente não de uma pílula - encontrar o caminho para superar as dificuldades desse mundo. Sua VONTADE sempre terá mais peso que qualquer receita tirada da frasqueira de Pandora.