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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dez perguntas-chave aos sionistas israelenses


Tradução: Caminho Alternativo
1) Por que insistem os sionistas em confundir sionismo com judaísmo?
Nem todo sionista é judeu e nem todo judeu é sionista. George W Bush, Dick Cheney, Condoleeza Rice, Donald Rumsfeld, Tony Blair, Aznar, John Negroponte, John Bolton, e Colin Powell, para nomear uns poucos recalcitrantes e envolvidos sionistas pró-israelenses NÃO são judeus.
Simétricamente, Noam Chomsky, Norman Finkelstein, Juan Gelman, Israel Shamir, o Grande Rabino Joel Teitelbaum (ver www.jewsagainstzionism.com), e os diretores da revista “Forward” de Nova York NÃO são sionistas, embora SIM sejam judeus.
2) Por que buscam prejudicar as comunidades judias na diáspora?
Como argentino, me preocupa que os sionistas e os israelenses queiram confundir sionismo com judaísmo, já que isso pode atrair injustas reações por parte de pessoas ignorantes contra as comunidades judias em todo o mundo e em meu país, a Argentina (e isso sim nos preocupa!).
Acusar de “antissemita” a qualquer pessoa que critica a Israel e ao Sionismo conforma inadmissível terrorismo intelectual, já que dessa forma se pretende silenciar todo debate livre e aberto sobre temas complexos e fundamentais, como são as orígens do Estado de Israel, a veracidade histórica contemporânea, e os objetivos reais do sionismo internacional em todo o mundo, a Argentina incluída.
Seria muito recomendável e saudável que as organizações da comunidade judia na Argentina condenassem públicamente a barbárie perpetrada por Israel na Palestina e no Líbano.
3) Por que insisten em acusar de “antissemitismo” a aqueles que criticam o sionismo israelense?
Falar de “antissemitismo” hoje em dia é absurdo e hipócrita. O conceito “semita” compõe uma categoria linguística originalmente utilizada por intelectuais como o filósofo racista francês do século XIX Conde de Gobieneau, quem contrapunha “semitas” a “ários”. Os sionistas também pretendem que hoje falemos de “ários”?? Por favor! Estamos no século XXI!
De todos modos, se os sionistas insistem em falar de “antissemitismo”, então, convêm lembrar que os povos árabes TAMBÉM são descendentes de Shem e, portanto, são “semitas”.
De forma que se hoje o mundo sofre “o flagelo do antissemitismo”, é devido à perseguição de palestinos, iraquianos e libaneses (majoritariamente semitas), pelas forças invasoras e agressoras dos Estados Unidos e Israel – cujos máximos dirigentes são claramente “arianos”. Pois Ehud Olmert, Ariel Sharon, Benjamín Netanyayu, George W. Bush, Tony Blair e Dick Cheney por citar alguns desses líderes, possuem fisonomias muito “arianas”, em nada reminescentes aos pobres “semitas”.
4) Por que martirizam a Gaza e aos palestinos?
Em 1989 o mundo se libertou do odiado Muro de Berlim.
Poucos anos depois, Israel o substituiu por outro ainda mais odiado Muro de Gaza, de centenas de quilômetros de extensão e 8 metros de altura, com seus postos de controle militar, seus soldados armados, seus arames farpados, e suas constantes agressões aos palestinos. Assim, Israel transformou Gaza num grande Campo de Concentração de 500.000 civis que hoje padecem sem água, sem esgoto, sem eletricidade, sem trabalho e à mercê de seus violentíssimos captores sionistas.
Se nota que as autoridades israelenses aprenderam muito de Auschwitz e do Ghetto de Varsóvia.
5) Os israelenses esperam realmente que os palestinos e os libaneses não se defendam de alguma forma?
Só os Estados Soberanos podem estruturar forças armadas regulares e legais (por ex., Israel, Gran Bretanha e EUA).
Porém, Palestina NÃO têm um Estado, pelo que a sua população não lhe resta outra opção que apoiar uma força armada irregular como é o caso do Hamas, ante as agressões de Israel.
Ao Líbano não lhe é permitido construir um Estado Soberano, graças aos longos anos de invasão por Israel e outras nações, obrigando aos libaneses apenas a opção de defesa que as milícias irregulares do Hezbollah oferecem. Seguramente, ambos recebem armas do Irã e Síria. Por acaso Israel não recebe armas dos EUA???
Por acaso não é o Estado de Israel a ÚNICA potência que têm Armas de Destruição em Massa no Oriente Médio, graças às aproximadamente 400 bombas atômicas que Estados Unidos lhe cederam generosamente ao Estado de Israel?
Se pode confiar no uso que fará Israel desse poderosíssimo e mortífero armamento nuclear??
Palestina e o Líbano possuem DIREITO a se defender do Terrorismo de Estado de Israel. Em sua condição desesperada, o fazem da forma que podem.
Estados Unidos, Gran Bretanha e Israel declararam a Hamas e Hezbollah como “organizações terroristas”. Convêm lembrar que a origem das Forças de Defesa Israelenses (o Exército de Israel) surgiu da fusão em 1948 de três grandes organizações terroristas: os grupos Stern, Irgun e Zvai Leumi que antecipou ao surgimento do Estado de Israel, perpetraram crimes terroristas como o assassinato do mediador da ONU na Palestina, Conde Bernadotte (organizado pela guerrilha a cargo de Ytzakh Shamir, logo primeiro ministro israelense), e o ataque terrorista com bombas em 1947 contra o Hotel Rey David de Jerusalém, sede do comando militar britânico (perpetrado pela guerrilha de Menahem Beghin, logo também primeiro ministro israelense).
Uma das duas: ou todos estes grupos – Hamas, Hezbollah e Exército Israelense – são catalogados como “forças de defesa”; ou são todos catalogados como “grupos terroristas”. Não se pode ter “dois pesos e duas medidas”.
6) Por que não permitem um estudo sério sobre o “Holocausto”?
Isto resulta fundamental, pois leva a uma compreensão correta da origem do problema no Oriente Médio, e do porvir do mundo desde a Segunda Guerra Mundial que culmina com esta espantosa “Nova Ordem Mundial” globalizadora que hoje padecemos.
Existe uma forte corrente de pensamento revisionista em círculos acadêmicos na Europa e Estados Unidos que sustentam que não ficou adequadamente demonstrado que seis milhões de judeus morreram durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos da Alemanha e Áustria nacional-socialista.
As investigações sérias sobre este complexo tema estão hoje vedadas de fato em boa parte do mundo ocidental, e proibidas por lei e, países como França, Canadá, Alemanha e Áustria. A que eles têm tanto medo? A que um estudo sério faça com que os números “não coincidam”?
O escritor judeu estadunidense, Norman Finkelstein, em seu livro “A indústria do Holocausto” (Século XXI Editores, Buenos Aires, 2002) explica muito bem a forma em que o Mito do Holocausto é utilizado por Israel para conseguir permanente apoio financeiro e político dos EUA, seus aliados e de setores devidamente alinhados da Diáspora judia em todo o mundo.
No museu do campo de concentração de Auschwitz durante os anos em que a Polônia esteve ocupada pela ex-União Soviética, existia uma placa que lembrava que ali haviam sido executados “4 milhões” daqueles supostos 6 milhões de judeus assassinados. Nos anos noventa, porém, após a queda do Muro de Berlim e posterior libertação da Polônia, essa placa foi discretamente retirada e substituída por outra que indicava um total de “1.500.000 mortos” Onde estão então os seis milhões do “Holocausto”?
7) Como explicam o apoio irrestrito que Estados Unidos brinda ao Sionismo Internacional?
O governo dos Estados Unidos ficou sequestrado pelo Sionismo Internacional. Unicamente assim se pode compreender o apoio incondicional e permanente que EUA lhe dá ao Estado de Israel.
O próprio ex-primeiro ministro israelense, Ariel Sharon declarou durante um acalorado debate em seu gabinete que, “Nós (os israelenses) controlamos aos Estados Unidos e os estadunidenses o sabem muito bem” (citado por Juan Gelman em “Página 12″, 04 Dezembro de 2003).
Este gravíssimo problema mundial foi avaliado num recente e importante informe da Universidade de Harvard (publicado em março de 2006) em que os professores John Mearsheimer (da Universidade de Chicago) e Stephen Walt (decano da Faculdade John F Kennedy de Governo de Harvard) descrevm “A política exterior norteamericana e o lobby israelense”, provando de forma contundente a influência determinante e excessiva que exercem organizações e lobbies pró-sionistas como AIPAC – American Israeli Political Action Committee – que conseguiram torcer a política exterior dos EUA contra o próprio interesse nacional estadunidense e à favor do interesse nacional de um Estado estrangeiro (Israelense).
Também podemos citar poderosas organizações de pressão como a ADL – Anti Difamation League (controlada pela Loja maçônica B’Nai B´Rith) e o PNAC – Project for a New American Century, cujos principais dirigentes integraram e integram o governo Bush e são os máximos responsáveis peça destruição do Iraque e do apoio irrestrito dos EUA a Israel, onde achamos a Paul Wolfowitz, Richard Perle, Douglas Feith, Colin Powell, Condoleeza Rice, I. Lewis Libby, Paul Bremer, Richard Zoellick, James Baker e Elliot Abrams.
8 ) Está correto que o mundo seja dominado por uma ínfima minoria?
Num site oficial israelense (a Jewish Agency for Israel www.jafi.org.il) e diversas organizações judias nos EUA, falam de uma população judaica mundial de menos de 15 milhões de pessoas em todo o mundo (das quais umas 200.000 vivem na Argentina). Ou seja, numericamente a comunidade judaica representa apenas 0,2% da população mundial, e 0,5% da população da Argentina.
Não resulta antidemocrático que minorias tão ínfimas numericamente detenham tanto poder mundial?
Ao ponto que hoje seu setor sionista arrasta ao planeta inteiro à beira de uma Terceira Guerra Mundial como o consigna “The Financial Times” de Londres em sua edição de 24 de julho passado?
9) Por que os sionistas mentem sistemáticamente?
A tragédia que hoje vivem o Líbano e Palestina começou porque Israel diz que Hamas e Hezbollah lhe sequestraram a três de seus soldados em Gaza e na fronteira com Líbano. Nós, porém, dizemos que os soldados não foram sequestrados: Só os civis podem ser sequestrados. Os soldados combatentes podem ser capturados, inclusive mortos pelo inimigo, mas NÂO sequestrados.
Porém, Israel, EUA e a mídia planetária amplamente financiados pelo capital usurário financeiro mundial, repetem uma e outra vez até cansar, que os três soldados israelenses foram “sequestrados”.
Como diz um velho ditado: “A primeira vítima da guerra é a verdade…”.
10) Por que não se investiga a muito verossímil pista ISRAELENSE em torno aos atentados da Embaixada da AMIA em Buenos Aires?
Segundo o jornal judeu anti-sionista novaiorquino “Forward”, o governo dos EUA continua reclamando aos gritos à Argentina que lhe entregue uma (falsa) “pista iraniana” em torno aos dois terríveis atentados terroristas que sofremos em Buenos Aires (março 1992 e julho 1994, respectivamente), e que após 12 e 14 anos nem a CIA nem o Mossad conseguiram fabricar (apesar de que um desprezível juiz argentino pró-sionista – Galeano – chegou ao extremo de dar uma propina de U$s 400.000 a um preso (Telleldin) para que culpasse a Polícia da Província de Buenos Aires para assim poder fabricar uma falsa pista que envolvesse ao Hezbollah e, por extensão, a Síria e ao Irã).
Se o governo pró-sionista de Néstor Kirchner cede a estas pressões e lhe presenteia a EUA/Israel outra “razão” a mais para atacar o Irã, então nosso país, a Argentina, se verá diretamente envolvida nesta guerra do sionismo contra o mundo.
Isto não é o que o povo argentino quer!
A esta altura dos acontecimentos, é preciso investigar a hipótese de uma muito mais verossímil pista ISRAELENSE em torno a ambos atentados, que foram perpetrados em momentos de grandes lutas internas em Israel. Essa luta interna e surda entre o bando moderado e os fundamentalistas de extrema direita dentro de Israel, culminou com o assassinato de um grande primeiro ministro israelense favorável à paz: Ytzakh Rabin, abatido a tiros em Israel NÂO por um terrorista muçulmano; NÃO por um neonazi; senão por Ygal Amir, um jovem militante sionista israelense estreitamente vinculado ao movimento ultra-direitista dos colonos, e próximo a Shin-Beth, o serviço de segurança interna israelense.
A própria e oficial Comision Shamgar que investigou em Israel o assassinato de Rabin concluiu que o Shin.Beth foi o responsável, embora mais não seja por omissão.
Assassinado Rabin em Novembro de 1995, o caminho ficou aberto para que o governo israelense ficasse ocupado pelos genocidas Netanyahu, Sharon e hoje Olmert, e seus partidários nos partidos políticos ultra-direitistas e fundamentalistas, Likud e Kadima.
Adrian Salbuchi
Investigador, ensaista e conferencista;
Consultor internacional; assessor de empresas internacionais;
Especialista em análises das estruturas de poder políticas, econômicas e financeiras da globalização;
Tradutor castelhano-inglês / inglês-castelhano;
Fundador do MSRA – Movimento pela Segunda República Argentina
Membro fundador do Centro de Estudos Econômicos Mariano Fragueiro;
Livros – Autor de diversos livros sobre geopolítica e relações internacionais.
(Buenos Aires – Argentina)
Fonte: asalbuchi

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